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terça-feira, 9 de agosto de 2011

O JEJUM QUE AGRADA A DEUS!

Neste último domingo ouvimos a mensagem de um irmão muito querido, que nos atentou para um texto de extrema importância a respeito do jejum. Alguns podem dizer: "Mas isso não vale pra nós, pois foi escrito para um povo específico, antes da vinda de Jesus.". Mas eu creio que se algo está de acordo com os ensinamentos de Jesus, se torna algo "atemporal", podemos aplicar a qualquer momento das nossas vidas! Leiam com atenção:

Isaías 58
Pois dia a dia me procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos, como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos do seu Deus. Pedem-me decisões justas e parecem desejosos de que Deus se aproxime deles.

‘Por que jejuamos’, dizem, ‘e não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste? ’ Contudo, no dia do seu jejum vocês fazem o que é do agrado de vocês, e exploram os seus empregados.
Seu jejum termina em discussão e rixa, e em brigas de socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz seja ouvida no alto.
Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinzas? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao Senhor?
"O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?
Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda.

Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. "Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar; se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia.
O Senhor o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam.
Seu povo reconstruirá as velhas ruínas e restaurará os alicerces antigos; você será chamado reparador de muros, restaurador de ruas e moradias.
"Se você vigiar seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser e de falar futilidades, então você terá no Senhor a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai. " Pois é o Senhor quem fala.

*Lembrando que o sábado citado acima não se refere a um dia específico da semana, como muitos crêem, mas sim que devemos aprender a descansar em Deus em todas as coisas, independente do dia da semana e situação que estamos vivendo.

Daniela Marques

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Stephen Hawking e a batalha dos deuses

Em uma matéria publicada pela Folha de S. Paulo (aqui), o físico Stephen Hawking argumenta que por causa de leis como a da gravidade, o universo não precisaria de "Deus para acender o pavio e colocar o Universo em marcha". Essa é a sua opinião que foi mudada em relação ao seu Best-Seller científico anterior "História do Tempo", onde declara que não existia incompatibilidade entre a noção de Deus como criador e uma compreensão científica do Universo. E no próximo livro pode vir outra noção, abrindo margem à existência de um Criador. E depois muda de novo. E de novo. E de novo...

É assim o método científico, ao menos aquele método que podemos chamar de honesto. Pois assim como na política, os partidários colocam em xeque uma convicção pessoal em prol de uma causa dita maior, o cientista que nutre os seus esforços para afirmar uma idéia sem abrir margem para uma segunda ou terceira hipótese não é digno de seu esforço. Ele se amarra em seus próprios argumentos e se infla dele, sem ter a condição benéfica de dizer: eu estava errado.

A minha opinião, como se sabe, é contrária a do distinto cientista e, no meu caso, não me atenho a gerar especulação sobre o tema abordado simplesmente porque a minha existência e a minha vida não se baseiam no cientificismo, ao qual adimiro e assumo a sua importância. A mim cabe a leveza de apenas crer. Não apenas no sentido da criação, mas também na dispensação de algo maior, que relaciona toda essa criação ao amor pela própria criação e por esses seres tão ambivalentes que somos nós humanos.

Sim, ambivalentes para que pudéssemos ter a opção de crer e amar, ou não crer, se é que é possível não ter crenças na vida, e assim querer com tudo isso ser como um deus. Ou centralizamos em nós mesmos, ou damos vazão à nossa condição de que somos limitados e esse limite faz com que precisemos olhar para a criação com o desejo de se aproximar do ilimitado, do atemporal, do que nada sabe sobre essa necessidade humana de dizer "no princípio...".

Além disso, a minha condição de apenas crer faz com que eu olhe para quando eu não cria e porquê eu não cria e como isso mudava todos os meus parâmetros de pensamento e que, na verdade, embora eu não tivesse a dimensão exata do que significasse ter fé, mesmo que dentro de mim existisse uma grita evolutiva de olhar a vida com a perspectiva de Deus, uma força motriz teve que ser crepitada na figura do Elo da fé, a saber, Jesus Cristo. Sim, porque a declaração máxima é que Jesus, o homem eterno e ilimitado, veio viver com as condições de qualquer um de nós, nos nossos "limites" para que assim existisse na minha vida o Elo com o Deus que eu sabia que estava em algum lugar no tempo-espaço. Um Deus que ama e que por meio do Seu Filho cometeu um ato insano (cabe na sua mente?) de se sacrificar por seres que ainda discutem e estarão sempre nessa ambivalência sobre se Ele é ou não O Criador do Universo. O Filho teve (tem e terá) a função reconciliadora e isso antes mesmo da criação do mundo!

Você consegue mergulhar nessa loucura que eu descrevi ou prefere a luta dos deuses?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Drive-thru contra urucubaca


Como já deve ser de conhecimento do muitos, a Igreja Universal do Reino de Deus criou há alguns meses o "Drive-thru de Oração" (veja matéria aqui). Escapando de métodos ortodoxos, o tal do drive-trhu tem tido boa aceitação dos transeuntes que circulam na região da Vila Mariana, em São Paulo, onde se localiza o templo da Universal com a tal da iniciativa.

O que realmente me chamou a atenção foi a placa indicada no lado da tenda por onde passam os carros e se realizam as orações. Ela diz "RECEBA A UNÇÃO DE PROTEÇÃO CONTRA O MAL DO MÊS DE AGOSTO".

Ora, é notório nas práticas da Universal a necessidade de que os fiéis passem por lá com a maior frequência possível, para que, assim, os líderes da igreja sejam os detentores da bênção, do movimento de Deus sobre a vida dos que ali passam para que assim possam usar o povo da forma que bem entendem. Abre parênteses. Digo "passam", porque não congregam, não se tem uma comunhão, um compartilhar entre eles, é apenas um momento que você passa, recebe a "bênção" e vai embora. Realmente, não existe lugar mais propício para uma ação de drive-thru do que a Universal. Fecha parênteses.

Esse tipo de frase reflete o tipo de manipulação que existe sobre o povo, pois a "boacumba gospel" tem momento de começar e acabar. E é bem rapidinho, um mês só, aí precisa de uma renovação, senão "cuidado com a Cuca que a Cuca te pega!". Esse é o nível de entendimento do que é ter uma vida religiosa na nossa sociedade, mas não é assim que Jesus nos ensina. E, pode ter certeza, que entre derivados de cristianismo e o próprio Cristo, eu fico com o Mestre.

Primeiro, Jesus curava aos borbotões sem ao menos se preocupar se o curado o seguiria ou não. Pelo contrário, depois que sua fama se espalhou pela Galiléia, quando muitos se reuniam em volta dele, ele anunciava o Reino de Deus e suas implicações (leia o chamado Sermão da Montanha - Mateus 5 a 7). Ou até mesmo impedia que fosse seguido, como foi o caso do gadareno que queria ir com ele, mas após Jesus expulsar-lhe uma legião de demônios, mandou o homem voltar pra casa para testemunhar aquilo que havia acontecido com ele (Lucas 8.38-39).

E, apesar de Jesus nos dizer que devemos (nós mesmos, sem a necessidade de alguém fazer por nós) pedir a Deus que nos livre do mal, ele também reconhece que o mal acontecerá no nosso dia a dia e que nesse mundo teremos aflições. Ou seja, não precisamos nos preocupar com o mal do mês de agosto, nem com o mal de amanhã devemos nos preocupar!

O que Jesus nos assegura é que devemos sempre buscar o Seu Reino e a sua justiça e também que apesar do mal, da tribulação e dos problemas que temos ou teremos, a nossa esperança está no Deus que venceu a morte e venceu o mundo! Conseguiremos "passar" pelo mal, não no drive-thru, mas pela força do Deus que opera em cada um de nós! (Mt. 6.33-34 e Jo. 16.33)

Outro detalhe é que o termo unção recebeu ares de um passe, uma mandinga. "Unção de proteção". Corpo fechado. Parece que estamos em outras praias, não? Começo a entender porque se chama Universal, pois esse sincretismo usado por essa igreja vem de todas as fontes religiosas do mundo! E Jesus, será que andava com um óleo ungido por aí querendo "proteger" os seus discípulos do mal agouro? Não o Jesus do Evangelho! Não o filho de Deus!

Voltemos às escrituras. Voltemos para o Reino de Deus, que nada se assemelha a este pregado pela Universal.

PS.: Sei que Deus pode alcançar a quem Ele bem quer. Sei que terei irmãos que conheceram a Jesus em qualquer igreja-instituição e também fora dela. Mas isso não nos exime de sermos indiferentes à práticas nada relacionadas a Cristo, usando apenas o Seu nome como bem entendam sem que haja denúncia. O meu objetivo é de mostrar quem realmente é Jesus, aquele que liberta, que salva e que nos faz achar pastagem quando ouvimos a Sua voz.

Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. Jo. 10.1-5

terça-feira, 27 de abril de 2010

Demitiram o meu Pastor... E agora?

O pastor da minha igreja é alguém de quem eu gosto muito. Certo dia, fui surpreendido com a notícia de que ele fora demitido das suas funções, o que me levou a perguntar: Mas, por quê? Foi quando um amigo, que é da liderança, passou a me contar com detalhes...

“Na realidade, nem sabemos bem como explicar todo esse processo. Ao mesmo tempo em que nos sentimos frustrados com o desenrolar dos acontecimentos, por ser ele uma pessoa que aparenta não ter sequer um defeito, temos a sensação do dever cumprido por observarmos que ele nunca iria preencher o perfil exigido para a função de pastor da nossa igreja. Se nos relacionamentos ele é uma pessoa nota “mais que mil”, em muitas outras áreas ele deixa a desejar. E o pior é que observamos não se tratar de incompetência, mas de opção.

Acredito que a decisão de demiti-lo foi acertada no sentido de preservar a nossa igreja, afinal, somos seus guardiões, e, assim, tínhamos a responsabilidade de tomá-la o quanto antes.

Seu ministério conosco teve início de uma forma surpreendente. Estávamos sem pastor e a simples convivência com ele nos cativou de maneira tal que o seu reconhecimento à função tornou-se irresistível para nós. Foi quando descobrimos a nossa primeira divergência: enquanto achávamos de fundamental importância a sua confirmação nas funções eclesiásticas, de acordo com os nossos normativos, ele afirmava não ser necessário e até agia com certo desprezo. Mesmo assim, o seu pastoreio parecia ser indiscutível e unânime no seio da comunidade, o que entendemos como direcionamento de Deus. Terminamos abrindo mão – Que equívoco! Depois disso as coisas só pioraram. Há muito ele já vinha “pisando na bola” em várias situações, inclusive com a inversão de vários valores.

Ao invés do púlpito, ele preferia estar à mesa. Desejávamos ter um grande pregador para os nossos cultos públicos, e ele o era - na realidade - imbatível. No entanto, por várias vezes delegou a sua atribuição a outros, preferindo estar nas casas dos irmãos ou nos bares e restaurantes da vida, comendo e bebendo em meio a uma boa conversa. Segundo ele próprio, esse era o seu principal ministério: “a oportunidade de ensinar, aconselhar, encorajar, ouvir, chorar com os que choram,...” Quando perguntávamos por ele no meio da liderança, já havia até a resposta irônica: "deve estar por aí, de casa em casa, de mesa em mesa, de bar em bar".

Aliás, nessa coisa de viver comendo e bebendo com as pessoas, chegou a sentar-se com muita gente que não devia. O pior é que várias dessas pessoas se converteram e não vieram para a nossa igreja. Ele só pregava o arrependimento e não uma adesão comprometida conosco e com a nossa visão. É verdade que, desses, todos mudaram radicalmente seus comportamentos, alguns abriram trabalhos sociais, passaram a promover reuniões caseiras ou, em seus ambientes de trabalho, tornaram-se intensos evangelistas. Muitos se reconciliaram com pessoas a quem tinham ofendido, pediram perdão, pagaram dívidas; mas só isso, apenas isso.

Aos invés de solenidades, ele preferia o informal. Facilmente abria mão de reuniões, cultos e até rituais fundamentais, como por exemplo, o batismo. Nunca batizou ninguém. Enquanto achávamos ser sua responsabilidade tal ordenança, ele delegava sempre aos outros, ensinando que todos, como sacerdotes, podiam fazê-lo em nome do Pai, do Filho e do Espírito. O mesmo acontecia com muitas outras atividades que julgamos pertencerem apenas àqueles investidos da autoridade pastoral. Na ministração da ceia, nunca se opôs à participação das crianças, nem exigiu o pré-requisito de ser membro da nossa igreja. Na verdade, nunca estabeleceu critérios tanto para a participação quanto para a ministração. Apenas encorajava uma busca por comunhão entre os irmãos e reconciliação com Deus, mediante o arrependimento, e o conseqüente comer do pão e beber do cálice. Há quem diga que ele instruía a celebração da ceia, independente do dia e do local, e não apenas no templo.

Quando resolvemos votar uma remuneração pelos seus serviços prestados, outra vez nos decepcionamos. Esperávamos negociar um valor, enquanto para ele qualquer oferta valia. Desejávamos ter um bom administrador, mas parece que ele não sabia sequer administrar os seus próprios bens. Bastava encontrar alguém necessitando de alguma coisa para, de imediato, fazer uma doação. Internamente lutamos muito com isso, pois sempre procuramos lhe pagar bem, um bom salário, digno de um executivo de alto nível, o top da nossa sociedade. Mesmo assim ele nunca comprou sequer um carro. Já pensou? Andando sempre de carona? Isso não fica bem para um pastor. Queira ou não ele é nosso representante, atuando em nome da nossa institutição perante a sociedade. Mas parece que ele não liga muito pra isso. Além de não ter um carro digno de um homem de Deus, nunca quis morar num dos bairros mais chiques da cidade e nem vestir as roupas de algumas das principais lojas como lhe aconselhamos. Você sabe que isso é fundamental para se penetrar na sociedade!

Pessoalmente eu fiquei muito triste, pois no seu aniversário, eu mesmo lhe dei uma camisa de grife e logo depois a vi sendo usada por aquele “João ninguém desempregado” no dia do casamento da sua filha. Até reconheço que ele abençoou o irmão numa ocasião tão significante, mas ele não podia ter feito isso. Eu lhe dei aquela camisa e esperava vê-lo pregando com ela no dia do aniversário da igreja.

Foi exatamente aí a gota d´água. Justamente no dia da celebração do aniversário da igreja ele pediu licença para ausentar-se, a fim de estar com a família do seu amigo Lazaroni, que havia morrido. Questionado, chegou a sugerir que não houvesse a reunião e que todos fossem com ele. Foi uma total decepção para nós da liderança. Quase não acreditamos. Estava tudo planejado para ele pregar naquela noite com vistas à presidência da nossa denominação e da Associação de pastores da cidade. Tudo indicava que ele nem pensava nesse tipo de influência. Mesmo nas poucas reuniões administrativas que participou praticamente obrigado, nunca sequer opinou sobre as nossas estruturas, metas e ações do planejamento estratégico e nem mesmo quanto as questões litúrgicas. Ao sair, ainda lembrou-se do que sempre ensinava: melhor é freqüentar funerais do que festas.

Aqui para nós, ele sempre perdeu muito tempo com as pessoas, ao invés de priorizar as atividades pertinentes as suas funções, tão necessárias à vida da igreja.

Depois dessa tamanha decepção, começamos a enxergar a sua inadequação por não preencher alguns dos principais requisitos do perfil que sempre traçamos para os candidatos a pastores da nossa amada igreja: ele é solteiro, com menos de cinco anos de exercício no ministério, e não possui formação teológica. Só assim conseguimos convencer a maior parte da igreja a nos apoiar nessa decisão. Acertadamente o substituímos por um doutor em divindade, além de mestre em espiritualidade no antigo e novo testamentos, e também bacharel pelo nosso seminário.

Depois que ele saiu, confesso que fiquei inicialmente um pouco preocupado com o seu sustento, mas logo lembrei que ele possui outra profissão: é marceneiro. Certamente se dará bem. Quanto aos irmãos, na realidade, muitos estão pensando como eu. Quando necessitarmos de um amigo verdadeiro é só convidá-lo para um bom bate-papo regado a um bom vinho em torno de uma saborosa refeição.

Ao final de toda essa explicação, descobri algo maravilhoso e libertador: definitivamente essa não é a minha igreja e Ele continua sendo o meu pastor.

(Qualquer semelhança desta ficção com a vida eclesial dita "normal" não é mera coincidência. Desejo promover uma reflexão sobre o que Jesus possivelmente abominaria em nosso meio).

Augusto Guedes reside em Fortaleza-CE, onde tem procurado exercer ministério na vida comum, trabalhando no mercado imobiliário, freqüentando uma comunidade de discípulos, atuando no Instituto Ser Adorador e vivendo com sua esposa, filhas, amigos e irmãos.

(Texto extraído do site Cristianismo Criativo)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A unção no crentês


Se tem algo que sempre me intrigou foi o termo "unção", usado à torto e à direito nas igrejas, evangélicas ou não. Principalmente dos anos 1990 para cá.

"Senti a unção no culto de hoje", compartilha a irmãzinha.

"Aquele servo do Senhor tem uma unção", adimira-se outro.

"Aquela irmã cantou hoje com uma unção...", pondera mais um.

O fato é que a unção (com ou sem óleo) se transformou no combustível do crente! E haja combustão! Quanto mais unção, mais fogo! Parece que a unção que uma pessoa ou até um culto reflete gera mais uma histeria coletiva do que um momento de encontro com a Verdade!

No Antigo Testamento bíblico, o ato de ungir se restringia ao ato de pegar um punhado de óleo preparado conforme as instruções de Deus dadas a Moisés (cf. Ex. 30.22-25) para santificar um sacerdote, um local, ou um objeto. Em nenhum texto se diz da unção como um fator preponderante da presença de Deus. Para isso, o termo mais comum é "glória" (2 Cr. 7).

Pois bem, então, segundo esse entendimento, unção significa consagração, separar algo ou alguém para Deus. Agora vamos partir para as profecias do Antigo Testamento até os tempos de Jesus.

Desde o fim da era davídica, os judeus e seus muitos profetas anunciaram a vinda do messias, ou seja, O Ungido, aquele que tem sobre ele a presença de Deus para trazer a paz. Com a vinda de Jesus, vemos em seu batismo que o céu se abriu e o Espírito Santo desceu SOBRE ele. A unção não foi com óleo, mas veio com o céu se abrindo e o Espírito de Deus vindo sobre Jesus com o anúncio do próprio Deus: "Tu és o filho amado em quem me comprazo", confirmando aquilo que já havia sido dito pelo anjo sobre Jesus, que era afinal o Messias, ou no termo grego, o Cristo.

Nos quatro evangelhos, o ato de ungir com óleo descritos são o de Maria, irmã de Marta, que pega um vaso de bálsamo e unge a cabeça e os pés de Jesus (repare que se trata de uma pecadora, uma "qualquer" e não um sacerdote ou alguém desse naipe) e das mulheres que queriam ungir o corpo de Jesus depois de morto (novamente executado por pessoas "comuns"). Em sua carta, o apóstolo Tiago aconselha  ungir com óleo os enfermos (Tg. 5.14) e João em sua primeira carta declara a unção como uma revelação dada pelo próprio Cristo acerca daquilo que Ele nos ensina e no que praticamos, confirmando a verdade em Cristo, para não cairmos no engano de falsos mestres (1 Jo 2.27).

Ademais, vemos Jesus declarando que estará com os seus discípulos todos os dias até a consumação do século (Mt. 28.18-20) e; onde dois ou três estiverem reunidos em seu nome ali ele estará (Mt. 18.20). Ou seja, O Ungido está com com todos aqueles que o receberam em seus corações!

A questão, então, não é se alguém tem ou não uma unção. Ora, a unção é o próprio Jesus, ou seja, é ter ou não ter Cristo em nossas vidas. Nada se refere à quantidade de óleo derramada, é uma verdade que arde (não na testa) no coração!

O fato é que aquilo que Paulo diz sobre estarmos cheios do Espírito Santo é confundido corriqueiramente com ser "mais" ungido. Se o Espírito Santo se apagou, então estamos "pouco" ungidos. Mas isso não tem respaldo algum no Evangelho de Jesus... Mesmo porque essa "medição" de unção se faz geralmente em cultos, reuniões de oração, no "monte", e por aí vai... Agora, será que temos o discernimento de sentir a unção quando estamos ajundando um vizinho a levar a filha em um médico? Ou quando estamos em nosso quarto orando por aquele primo enfermo? Ou quando vimos alguém com fome e damos de comer?

Quero andar com Jesus, o Ungido. Quero caminhar com ele. Quero senti-lo não com um ólinho derramado na minha testa, ou com algum tipo de catárse coletiva. Quero senti-lo sendo um com ele e só posso ser um com ele se as minhas atitudes refletirem a Sua Unção, a Sua Santificação, o Seu Amor, por mim e por todo o mundo. Essa é a Unção que eu busco...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O “JESUS” QUE JESUS NÃO CONHECE!

Todos os dias encontro pessoas que vivem como bem entendem, mas desejam assim mesmo as bênçãos do Evangelho.

O ardil é simples:

A pessoa não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador], não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus], não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas], não pratica a Palavra [exceto a palavra do profeta do grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição], não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”]; e, de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo].

Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”.

Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”.

Milhões pronunciam o nome de Jesus, mas poucos o conhecem numa relação pessoal!

Na realidade o que vejo são pessoas estudando teologia sem conhecerem a Deus; entregando-se ao ministério sem experiência do amor de Deus em si mesmas; brigando pela “igreja” [como grupo de afinidades] sem amarem o Corpo de Cristo em seu real significado; pregando “a mensagem da visão da igreja” julgando que tem algo a ver com a Palavra de Jesus [apenas porque o nome “Jesus” recheia os discursos].

E mais: os que aparentemente sabem o que é o Evangelho e quais são as suas implicações, ou não querem as implicações para as suas vidas pessoais, ou, em outras ocasiões, não querem a sua pratica em razão de que ela acabaria com o “poder” de bruxos que exercem sobre o povo.

Assim, vão se enganando enquanto enganam!

O final é trágico: vivem sem Deus e ensinam as pessoas a viverem na mesma aridez sem Deus na vida!   
O amor à Bíblia como livro mágico acabou com o amor à Palavra como espírito e vida!

Não se lê mais a Palavra. As pessoas levam a Bíblia aos “cultos” apenas para figurar na coreografia e na cenografia da reunião — nada mais!

Oração em casa, sozinho, com a porta fechada, e como algo do amor e da intimidade com Deus, quase mais ninguém pratica!

Ora, enquanto as pessoas não voltarem a ler a Palavra, especialmente o Novo Testamento, jamais crescerão em entendimento e jamais provarão o beneficio do Evangelho como Boa Nova em suas vidas.

Há até os que depois de um tempo julgam que o Evangelho é fracassado em razão da “igreja” estar fracassada.

Para tais pessoas a “igreja” não é apenas a “representante de Deus”, mas, também, é o próprio Evangelho!

Que tragédia: um Deus que se faz representar pelo coletivo da doença do “Cristianismo” e que tem “igreja” a encarnação de um evangelho que é a própria negação do ensino de Jesus!

O que esperar como bem para tal povo?

Ora, se não tiverem o entendimento aberto, o que lhes aguarda é apenas frustração, tristeza e profundo cinismo.

Quem puder entender o que aqui digo, faço-o para o seu próprio bem!


Nele, que não é quem dizem que Ele é,



Caio

09/05/08
Lago Norte
Brasília
DF

(Texto extraído do site CaioFabio.com)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vocação

 Quando alguém se converte a Cristo, para de sofrer...

Por si!

Quando alguém se converte a Cristo, passa a sofrer...

Pelo outro!

Quando alguém se converte a Cristo, em tudo, passa a dar graças...

Por si!

Quando alguém se converte a Cristo, passa a se sacrificar...

Pelo próximo!
(Texto extraído do Blog do Ari!)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sim, Deus é amor acessível


Se eu pudesse arrancar de mim todos os meus pensamentos, meus sentimentos, minhas emoções, enfim, se meu coração pudesse ser suplantado em forma de palavras (o que é humanamente impossível, pois a escrita é limitada demais para a complexidade do nosso interior), o que me viria à mente para transcrever Deus seria Amor. Mas não creio que esse sentimento seja entendido hoje em dia com o poder que ele realmente significa. Hoje, o amor já não ressoa como algo suficiente para motivar o ser humano a simplesmente querê-lo.

Amar é um sentimento. Mas só o é para nós, que temos um separador enorme dentro de nós que não permite mergulharmos profundamente no Ser e ficamos apenas no Estar. Esse separador, o desejo intrínseco de querer Ser por si só, ou seja, se autoafirmar como sustentador de todas as suas vontades, sem uma visão universal, maior, de energia compartilhada. Enfim, trocando em miúdos, esse separador é o que grande parte dos seres humanos, principalmente daqueles que possuem em sua formação uma cultura teosófica catequisadora, precipitou em chamar de pecado. Sim, porque o não-pecado se resumiu simplesmente em seguir uma cartilha para não fazê-lo. Assim, se eu cumprir essa cartilha, estarei agradando o meu "Deus" e, logo, o único meio de assim "andar" com Ele.

Mas, como dito antes, se a nossa ligação com Deus se rompe na nossa insuficiência de reconhecer o Amor como algo maior que um sentimento, o que nos resta meramente é admitir que somos categoricamente pecadores! Sendo assim, o que nos resta também é nos distanciarmos veementemente desse Deus que É algo que em nós é impossível.

Então, passo a escrever desesperadamente sobre algo inalcançável justamente por reconhecer o sinônimo de Deus como Amor. Mas, se tudo isso está dentro de mim, por mais que eu não consiga exprimir da forma correta, quem então gerou esse Ser que está enraizado em minhas víceras?? Da onde vem tamanho desejo de explodí-lo esse algo tão internalizado?

Acabo caminhando em direção a um discurso feito por um pescador, sobre um homem: "A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis...", ou ainda nas palavras desse próprio homem, Jesus: "Eu e o pai somos um".

Ora, sendo Jesus um com Deus, mas estando entre nós, fez sinais e prodígios, tocou pessoas, chorou com umas, alegrou-se com outras e ainda disse: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." E mais isso: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele."

Manifestar-se àquele que o ama? E Deus é quem amou o mundo? E o que me faz amá-lo senão Ele mesmo, já que Ele, Deus, É isso?! Até me lembro daquele antigo slogan de refrigerante que, por falta de adjetivos, resumia-se: "Coca-Cola é isso aí". Deus é isso aí: Amor é isso aí. Manifestação em nós é o próprio amor.

E, para terminar, lembro então das palavras de Paulo, o apóstolo, que diz: "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação." E, nesse texto, vemos a total vocação do Amor que, por Jesus Cristo, não levou em consideração o pecado a nós pungente, mas então preferiu se manifestar como Ele É, para que pudéssemos alcançá-Lo de forma imerecida, simplesmente porque Amor ama.

Portanto, amigos, Jesus está aí para te reconciliar em amor com o Pai. Sabe por quê? Ah, esse Deus que insiste em amar gente...

PS: Falar sobre o amor de Deus (ou Amor que É) poderia render posts para o resto da minha existência aqui na terra, com muitas e alegres considerações. Devo escrever muito mais sobre isso...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cristoklub e o movimento monástico


Hoje li uma notícia sobre a criação de uma espécie de Orkut para cristãos, o Cristoklub (notícia no FolhaOnline). Mais uma vez podemos ver a incrível capacidade dos "cristãos" de ser sal dentro do saleiro e não da terra. A começar pelo infame nome do site, que dá a entender exatamente o que vemos em inúmeras igrejas espalhadas pelo mundo com essa idéia sectarista de clube.

Ao invés de mensagens, orações. Conteúdo, só "santificado"! Mais uma demonstração de monastério, onde é muito fácil mostrar os seus "princípios cristãos", longe dos que não crêem e que você não precisa mostrar que é diferente. Nas palavras de Magda: inclua-me fora dessa!

Sinceramente, parece-me que ninguém percebe por onde é que Jesus Cristo andou, com que tipo de pessoas ele se assentou à mesa e, para parar por aqui, o que Ele disse em sua oração sacerdotal.

E para os cristãos clubeiros venho lembrar de um trecho dessa oração, só um trecho, mas a leia inteira. Se encontra lá no Evangelho de João, capítulo 17. Ah, os grifos são meus.

Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou.

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.

Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Culpa no cartório


Brincando com um amigo pelo Twitter, disse a ele se teria culpa no cartório. A resposta, óbvia e coerente a qualquer ser humano foi: e quem não tem?

E quem não tem?

Em um certo momento, um homem chamado Jesus, criado na cidade de Nazaré, estava andando pela região de Samaria, na cidade de Sicar, e lá encontrou uma mulher buscando água em uma hora, digamos, inapropriada. Era próximo da hora do almoço e, naquele lugar do mundo, o sol ardia uma barbaridade.

Então, Jesus virou-se para a mulher e lhe pediu: água.
Ué, respondeu ela, como você sendo judeu conversa comigo sendo samaritana? Você vai ter culpa no cartório! E vão apontar o dedo pra você e vão falar de leis transgredidas!

Tudo bem, porque no cartório em que eu advogo, se você me pedir um gole, vou te dar uma enxurrada de uma água viva!, disse o judeu.

Por um acaso, a sua água é melhor que essa, que foi protocolada pelo nosso ancestral de nome Jacó? Olha que ele possui muitas rubricas de homens da mais alta classe!, retruca a mulher.

Olha só, essa água aí está com um carimbo delimitador de caminhada. A água que eu tenho, vai te dar acesso livre e ilimitado para a vida!, afirma-lhe o nazareno.

Eu quero!, entusiasma-se a mulher.

Então, mostra-me a tua ficha limpa lá do seu cartório., pede o judeu.

Ah... não posso ela tá suja., ela se entristesse.

Eu sei, pois existem mais de cinco acusações contra você., responde o homem.

Posso ver que você conhece os trâmites do Judiciário a fundo. Por acaso, sabes então aonde posso despachar minhas obrigações religiosas? Uns dizem que é naquele prédio, outros dizem que é só no Fórum Central...

Posso te dizer que, como sou advogado que exerce a sua função de graça, aquele que quer realmente estar junto ao Supremo, tem passaporte livre para o fazê-lo em qualquer lugar. E digo mais: a sua ficha será rasgada, picada e não terás mais culpa no cartório.

Então, a mulher largou a sua velha água e começou a contar a muitos outros sobre o homem que pode limpar a ficha Espiritual de qualquer um.


"Senhor Jesus, eu tenho culpa no cartório! Se olhar a minha ficha eu tô lascado! Mas o Senhor disse que pode fazer a remissão de fichas sujas. Eu clamo para que venha ser o meu advogado para que, assim, posso andar ao lado do meu Pai, o Deus Supremo. Amém."

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Michael e o topo absoluto


Lendo a coluna do humorista Danilo Gentili no periódico Metro, me deparei com uma reflexão (para a minha surpresa!! Não querendo desmerecer o Danilo, mas não esperava ler algo assim em uma coluna de humor) falando sobre o Michael Jackson e a sua figura mitológica. O texto diz: "Ele chegou ao topo absoluto. E por isso viveu no fundo mais escuro. A glória absoluta é algo grande demais para seres tão pequenos como nós. Quando a gente tenta adquirir uma posição de divíno, acontece o mesmo que aconteceu com os nazistas d"Os Caçadores da Arca Perdida": A cabeça explode."

Creio que o único ser humano que conseguiu lidar com a questão de ser divíno foi aquele que já tinha essa posição antes de ser humano. O homem a quem chamamos de Jesus. Sua cabeça não explodiu. Mas aqueles que queriam controlar o divíno queriam que ele explodisse. E conseguiram e cantaram vitória. Mas durou apenas 2 dias.

Pois o único que podia lidar com o divíno não cantava, mas as suas palavras eram muitas vezes como um brado, um rock, outras atraíam multidões, um pop, e sempre como poesia, belas, duras, amigáveis e desconcertantes.

Pois o único que podia lidar com o dívino não deslizava sobre os palcos, mas andava sobre os mares. Não tinha a Terra do Nunca, mas o Reino dos Céus. E este não está de portões fechados. Está esperando a todos que queiram receber, na presença do humano-divíno Jesus Cristo, a paz que Miachel não conseguiu.

Abraço a todos e boa semana.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Que reino?

Muito bem. Começar um blog não é uma tarefa fácil. Primeiramente começa com uma motivação, um desejo, algo que martela na cabeça. Tá, mas que caminho seguir? O que se quer comunicar? Em meio a um turbilhão de sites, gadgets, widgets, links, twitts e o que mais aparecer nos próximos minutos, o que mais um blog pode fazer para atrair leitores ávidos por cliques rápidos e olhos que já se direcionam para um outro banner animado?

Bom, realmente eu não sei.

Mesmo porque esse é mais um blog que se destina a dizer sobre O CARA.

Esse cara que, mesmo sendo Deus, resolveu viver entre nós como homem, ensinar uma porção de coisas (mesmo que muitas delas não fosse novidade, talvez seja por causa da nossa cabeça dura), escandalizar uma porrada de outros que se achavam mais próximos de Deus, parar um apedrejamento com uma frase, tocar um leproso com naturalidade, curar (pois é, meu caro, ele cura) cegos e coxos, dizer sobre morte para que haja vida, ser crucificado e morto por ódio daqueles que se sentiram expostos demais com suas atitudes de amor e compaixão. Esse cara também é aquele que ressuscitou (sim, ressuscitou!), gerou algo que chamamos de páscoa cristã, sem ovos, sem chocolate mas, olha só, com vida. Vida abundante! Uma vida que transborda a cada dia, pelo simples fato de a termos! Vida que quer transmitir vida a todos os que estão em volta. Vida leve. Vida depositada. Vida entregue. Tó. É sua.

Por isso que é tão leve. Não temos o fardo de levá-la por nós mesmos. Temos alguém que a leva por nós junto ao Papai. Ah, o cara...

Foi esse o cara que inaugurou o então célebre REINO do título desse blog. Reino esse que interage com o nosso mundão grande sem porteira através de milhares de pessoas espalhadas por aí, por aqui, em diversos lugares do planeta.

Espero poder refletir com vocês um pouco do Reino. Reino de amor, Reino de misericórdia, Reino de grandeza eterna. Reino que tem um Rei. O Rei da glória. O Rei irmão. Jesus, o ungido.