Agosto nunca mais será o mesmo
Lembro de quando moço, sem esperar muito no esforço
Na igreja reunida, mas sem ver a parte querida
Que se aguardava com esperança
Mas o abraço foi para a vivência
Agosto não era tão feliz assim
Quando o tempo passa, ele ajunta ou separa
Com dedicação das partes
A história é recontada
Mas parece que não seria assim...
Agosto já não tinha tanta importância
Passa-se os anos e é como se não tivesse
Novamente a vivência fez-se de agosto
Agradeço a Deus como quem não merece
Que prepara o despertar de um sono
Agosto é outro significado
Ao me tornar agosto, agosto mudou
Da generosidade de um mero momento
O coração se abriu para o que era dor
E com a aproximação veio o contentamento
Agosto não podia ser mais o mesmo
No limite foi submetido ao extremo
Rupturas de um mundo sem sentido
Sem a fumaça que encobria o remendo
Foi o Cristo abrindo o caminho
Agosto não será mais o mesmo
A distância que existia foi deixada
Mesmo antes do olhar comovente
O reencontro de agosto com a ninhada
Sim, foi o melhor presente
Agosto nunca mais será o mesmo
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
A preciosa dádiva de se ter filhos
Pode parecer uma defesa um tanto quanto judaica, ou prosaica, ou simplesmente um sentimento fora de nosso tempo essa história de se desejar querer tanto filhos. Afinal, vivemos em uma época onde jovens passam pela sua tenra idade, caminham os seus vinte e poucos anos como pintos debaixo das asas de suas mães-galinhas, ciscam a uma certa distância, mas retornam medrosos à vista de uma sombra suspeita. Chegam aos trinta com desejos tão juvenis que se colocássemos uma chupeta em suas bocas não notaríamos a diferença. O medo de se envolver em sentimentos tão estreitos com alguém do sexo oposto mostra que esta geração não sabe lidar com diferenças e aprender a crescer com elas. Quanto mais levantar a hipótese desse ser humano(?) gerar outro ser humano ao qual se dedicará com todo o empenho para torná-lo um adulto amado, seguro, completo de humanidade.
Pois hoje eu recebi da minha filha uma demonstração de todo o esforço dedicado por mim e por minha esposa ao nos abrirmos inteiramente à dádiva de se ter filhos. Voltando do pediatra das crianças, deixei minha esposa e meus dois filhos na entrada do prédio e ao me despedir a mais velha vem, me dá um forte abraço e diz "tchau papai, te amo!".
Isso já valeu o meu dia. Isso já valeu a minha vida.
Mesmo que coisas contrárias ou negativas venham acontecer sobre a minha vida ou até sobre a vida dos meus filhos, eu me lembrarei do que aconteceu hoje. É assim que eu imagino que seja o sentimento de Deus para conosco. Ele sempre nos amou, sempre nos amará, mas o dia em que chegamos para Ele e dizemos te amo com a sinceridade de uma criança, o coração do Pai se enche de alegria! Quando leio sobre arrependimento no Evangelho, o sentimento que tenho é exatamente esse que arrempender-se significa voltarmos para Deus e simplesmente reconhecer que nós o amamos e que, para retribuir todo esse amor, só com um forte abraço, nada mais.
Não consegue abraçar a Deus? É tão simples... abrace os seus filhos e você sentirá o que é abraçar Deus.
Pois hoje eu recebi da minha filha uma demonstração de todo o esforço dedicado por mim e por minha esposa ao nos abrirmos inteiramente à dádiva de se ter filhos. Voltando do pediatra das crianças, deixei minha esposa e meus dois filhos na entrada do prédio e ao me despedir a mais velha vem, me dá um forte abraço e diz "tchau papai, te amo!".
Isso já valeu o meu dia. Isso já valeu a minha vida.
Mesmo que coisas contrárias ou negativas venham acontecer sobre a minha vida ou até sobre a vida dos meus filhos, eu me lembrarei do que aconteceu hoje. É assim que eu imagino que seja o sentimento de Deus para conosco. Ele sempre nos amou, sempre nos amará, mas o dia em que chegamos para Ele e dizemos te amo com a sinceridade de uma criança, o coração do Pai se enche de alegria! Quando leio sobre arrependimento no Evangelho, o sentimento que tenho é exatamente esse que arrempender-se significa voltarmos para Deus e simplesmente reconhecer que nós o amamos e que, para retribuir todo esse amor, só com um forte abraço, nada mais.
Não consegue abraçar a Deus? É tão simples... abrace os seus filhos e você sentirá o que é abraçar Deus.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Perda, privada e práxis
Estou lendo um livro escrito pelo Ed René Kivitz, chamado O livro mais mal-humorado da Bíblia, que aprofunda um estudo sobre as angústias e incertezas do Eclesiastes. Nesse livro, percebemos como vivemos numa vida em que somos reféns do tempo e do acaso e que muito pouco podemos fazer a respeito para que consigamos mudar uma certa circunstância.
Parece uma visão pessimista ao extremo, mas, como diz o próprio autor do livro, na verdade ela é realista. Sim, todos nós estamos suscetíveis a todo o tipo de situação nesse mundo, seja ela boa ou má. Mas uma coisa, o Eclesiastes sabe: o que nos resta é a confiança em Deus. Tá bom, duas coisas: e que devemos aproveitar a vida da forma mais sábia, amando as pequenas coisas da vida, dando valor a elas.
Este preâmbulo todo que me fez abrir esse post é apenas para relatar uma pequena coisa, mas que percebemos o valor que damos a cada situação (corriqueira) da vida. Aí vai a história:
Minha sobrinha Bia, de um aninho foi em casa um dia desses e em um momento que minha filha, Raquel, precisou ir ao banheiro, ela foi junto com uma bonequinha da personagem Moranguinho nas mãos. Quando minha esposa disparou a descarga, a minha pequena sobrinha tacou a bonequinha dentro da privada e que teoricamente teria ido literalmente pro ralo. Digo teoricamente porque a bendita da boneca ficou presa na passagem para o encanamento, pois ela tinha um chapelão preso na cabeça que impediu que a mesma fosse conhecer os esgotos de São Paulo.
Só que fomos perceber o tal entalamento no dia seguinte após alguns depósitos fecais insistirem em não ir embora. Pois bem, no dia seguinte, lá vai eu tentar algum procedimento para desentalar a Moranguinho (com chocolate) da nossa privada. Enfiei a mão num saco plástico, amarrei um elástico no ante-braço e fui escarafunchar degetos para o resgate supremo da chapeluda boneca. Nisso, a Raquel pegou um banquinho e começou a assistir o meu martírio de camarote, na esperança de rever a sua Moranguinho.
Cutuca de lá, cutuca de cá, descargas para tentar limpar o ambiente e depois de tanto mexer, enfim, consigo puxar a danadinha e nojentinha boneca. – Consegui!, gritei. – Deixa eu ver, papai!, ansiava a minha filha. O estado dela não era nada agradável. Mostrei para ela e falei que infelizmente ela não teria mais como brincar com ela, pois ela tava muito suja e teríamos que jogar fora. Foi o que eu fiz. Enfiei num saco plástico e joguei no lixo externo do prédio.
Quando eu voltei, encontrei minha filha deitada na cama com a minha esposa aos prantos. – Minha Moranguinho, minha Moranguinho... – Calma, você vai ganhar outra, dizia mamãe cuidadosa. No dia seguinte, minha filha estava muito feliz porque estava assistindo o desenho da Cinderela que ela gosta muito...
A perda, em qualquer de suas proporções, nos faz perceber a nossa pequenez em relação ao acaso desse mundo e na nossa impossibilidade de controle total de nossas vidas. Por isso, como no Eclesiastes, que sejamos guiados pelo vento, pelo Espírito, para que, em meio à perda, tenhamos consciência de que esse mundo incontrolável (para nós), pode ser muito bem aproveitado por quem percebe que o outro dia é um novo dia...
Nas devidas proporções, é isso.
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sexta-feira, 5 de março de 2010
Um novo tempo
Dois filhos, uma menina e um menino
A menina, se com o pai está, o menino com a mãe terá
O menino ainda muito novo ainda não se interessa em brincar mais um pouco
A menina, por ser a mais velha, quer um pingo mais de uma cantiga daquela
A menina, toda meiga e falante, não se incomoda em ser a mais vibrante
O menino, ainda nas inflexões de sua formação, quer mais é ouvir o coração
O menino ainda é domado, sem esforço para deixá-lo no lado
A menina já é arredia, pula e salta por baixo e por cima
A menina dorme a noite toda, mas usa todos os cantos da fronha
O menino dorme acorda e acende, mas depois de algumas horas se rende
O menino cresce muito rápido, no comprido das minhas pernas ficou árido
A menina ainda pede colinho, não quer deixar os braços de quem está curtindo
Menina, menino, cresce em nós
Mamãe, papai, cresce em nós
A menina, se com o pai está, o menino com a mãe terá
O menino ainda muito novo ainda não se interessa em brincar mais um pouco
A menina, por ser a mais velha, quer um pingo mais de uma cantiga daquela
A menina, toda meiga e falante, não se incomoda em ser a mais vibrante
O menino, ainda nas inflexões de sua formação, quer mais é ouvir o coração
O menino ainda é domado, sem esforço para deixá-lo no lado
A menina já é arredia, pula e salta por baixo e por cima
A menina dorme a noite toda, mas usa todos os cantos da fronha
O menino dorme acorda e acende, mas depois de algumas horas se rende
O menino cresce muito rápido, no comprido das minhas pernas ficou árido
A menina ainda pede colinho, não quer deixar os braços de quem está curtindo
Menina, menino, cresce em nós
Mamãe, papai, cresce em nós
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Homem profundo
Meu filho
Meu menino
Meu homem
Em sua dependência para o menor que seja, te vejo repousando tão sereno, tão pequeno, tão em paz
Seus gemidos são cantos que refletem um sossego só de quem tem apego ao colo que apraz
Se encolhe e se estica, se faz dizer ao se espremer
Se mostra firme sem nenhuma força
No seio materno que o fortalece e o satisfaz
Meu filho
Meu menino
Meu homem
O que quer mudar? Passeios no colo para observar
Sim, para observar, não simplesmente olhar
No mais profundo azul do oceano, olhos atentos querem mais
Sim, para observar, manchas talvez, mas com a convicção do mais profundo olhar
Meu filho
Meu menino
Meu homem
Ando em direção ao profundo que diz ao meu mundo
Cheguei
Homem-menino André, assim como seu nome é
Olhos atentos então, observam o mais profundo do coração
Chegada do André
Meu filho mais novo chegou no dia 20 de janeiro! Desde então, emendei umas merecidas férias que me fizeram dedicar mais tempo ao mundo real do que ao virtual (graças, Senhor!).
O próximo post vai ser uma singela expressão do meu coração sobre meu filho, meu caçula, meu menino.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Carência de pais
Minha esposa está entrando no nono mês de gravidez. Está sendo uma gestação complicada, com contrações iniciadas desde o quinto mês, problemas nas pernas e, agora, ela com seu 1,54 metro e um barrigão que não lhe cabe, passou por contrações de início de trabalho de parto, ficou internada por sete dias no hospital.
Mais um detalhe: esse será o nosso segundo filho, um menino, a minha mais velha já tem 3 anos. Esperta, carinhosa e ávida por socialização, adora conversar e brincar como toda a criança deve ser. E ela sentiu na pele esse período de separação, já que eu e minha esposa sempre fomos muito presentes e atenciosos com ela.
No penúltimo dia da internação resolvemos levar a minha filha para ficar conosco no hospital, já que era um quarto particular, então tínhamos a tranquilidade de deixá-la lá conosco. Ela, claro, curtiu muito, passeou pelo hospital para ver os bebês recém-nascidos (apesar de não ter conseguido, pois todos estavam nos quartos com suas mães), brincou no quarto, pintou com suas canetinhas e até jantou junto com a minha esposa a comida servida no quarto (sim, a comida era boa, os hospitais aprenderam!).
No início da noite chegou a hora de levá-la de volta para a casa da minha sogra, que cuidou dela nesses dias e ela foi sem muitos problemas. O problema foi ouví-la dizer "papai, você fica um pouquinho comigo na casa da vovó?". "Só um pouquinho, porque a mamãe está sozinha no hospital, preciso ficar com ela", respondi. Esse "pouquinho" levou quase uma hora e meia, ela grudada em mim querendo aproveitar ao máximo a minha presença.
Quando disse que ia realmente ir embora ela disse "Vamos assistir um desenho só um pouquinho?". Não resisti e assisti com ela o desenho. Ela então estava no meu colo, fazendo carinho em meus braços e repetindo muitas vezes "Papai, meu papai, meu papai".
Por fim, não consegui sair, conversei com minha esposa e vimos que a minha pequena precisava mais de mim lá na minha sogra do que minha esposa no leito do hospital. Ela deitou na cama comigo, ouviu estórias, oramos juntos, dormimos em paz.
Minha filha está apenas começando a vida, meu filho então nem se fala, mas o meu esforço e o da minha esposa será sempre o de suprir o que uma criança mais precisa para se tornar um adulto saudável e consciente do que é essencial para a vida: o amor. O amor que sentimos de Deus fluindo em nossos atos, pensamentos e decisões para convergir em nossos filhos e em todos que nos rodeiam.
Os filhos estão no centro do nosso amor, pois eles dependem dele para o seu desenvolvimento pessoal, intelectual e espiritual. Será que temos toda essa disposição? Será que os seus filhos sentem a importância do seu amor por eles? Eles sempre sentem, nós é que nem sempre nos dispomos a preenchê-lo.
O nosso esforço é diário. Amar é todo o dia. Negar a nós mesmos é todo o dia. Sentir paz com essa negação é sentir o amor de Deus. Obrigado Deus por minha família, obrigado porque ela me faz enxergar Você.
Mais um detalhe: esse será o nosso segundo filho, um menino, a minha mais velha já tem 3 anos. Esperta, carinhosa e ávida por socialização, adora conversar e brincar como toda a criança deve ser. E ela sentiu na pele esse período de separação, já que eu e minha esposa sempre fomos muito presentes e atenciosos com ela.
No penúltimo dia da internação resolvemos levar a minha filha para ficar conosco no hospital, já que era um quarto particular, então tínhamos a tranquilidade de deixá-la lá conosco. Ela, claro, curtiu muito, passeou pelo hospital para ver os bebês recém-nascidos (apesar de não ter conseguido, pois todos estavam nos quartos com suas mães), brincou no quarto, pintou com suas canetinhas e até jantou junto com a minha esposa a comida servida no quarto (sim, a comida era boa, os hospitais aprenderam!).
No início da noite chegou a hora de levá-la de volta para a casa da minha sogra, que cuidou dela nesses dias e ela foi sem muitos problemas. O problema foi ouví-la dizer "papai, você fica um pouquinho comigo na casa da vovó?". "Só um pouquinho, porque a mamãe está sozinha no hospital, preciso ficar com ela", respondi. Esse "pouquinho" levou quase uma hora e meia, ela grudada em mim querendo aproveitar ao máximo a minha presença.
Quando disse que ia realmente ir embora ela disse "Vamos assistir um desenho só um pouquinho?". Não resisti e assisti com ela o desenho. Ela então estava no meu colo, fazendo carinho em meus braços e repetindo muitas vezes "Papai, meu papai, meu papai".
Por fim, não consegui sair, conversei com minha esposa e vimos que a minha pequena precisava mais de mim lá na minha sogra do que minha esposa no leito do hospital. Ela deitou na cama comigo, ouviu estórias, oramos juntos, dormimos em paz.
Minha filha está apenas começando a vida, meu filho então nem se fala, mas o meu esforço e o da minha esposa será sempre o de suprir o que uma criança mais precisa para se tornar um adulto saudável e consciente do que é essencial para a vida: o amor. O amor que sentimos de Deus fluindo em nossos atos, pensamentos e decisões para convergir em nossos filhos e em todos que nos rodeiam.
Os filhos estão no centro do nosso amor, pois eles dependem dele para o seu desenvolvimento pessoal, intelectual e espiritual. Será que temos toda essa disposição? Será que os seus filhos sentem a importância do seu amor por eles? Eles sempre sentem, nós é que nem sempre nos dispomos a preenchê-lo.
O nosso esforço é diário. Amar é todo o dia. Negar a nós mesmos é todo o dia. Sentir paz com essa negação é sentir o amor de Deus. Obrigado Deus por minha família, obrigado porque ela me faz enxergar Você.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Sociedade dos Poetas Vivos
"Hoje, 8 de novembro, acordei bem cedo e me lembrei de que o Sérgio Pimenta estaria fazendo aniversário. Pouco tempo depois, recebi a notícia do falecimento do Jorge. Assim, a sociedade de poetas VIVOS aumenta no céu." Nelson Bomilcar
Jorge Rehder. Jorginho. Doutor Jorge. Jorge. Posso dizer que conheci um pouco de todas essas denominações dadas a ele. O compositor, o ministro de louvor na comunidade local, o dentista e o marido da Marilda, pai da Carol e da Marina que foram companheiras minhas de escola dominical. Mais tarde, seria o tio de consideração da minha esposa.
Mas para mim, era o Jorginho. Jorginho porque foi como todos chamavam aquele ministro de louvor da igreja metodista em Santo Amaro, local onde cresci e o vi tocar e cantar, junto com os diversos grupos liderados por ele em nossa comunidade.
Na minha infância, mamãe levava meu irmão e eu para as consultas periódicas com o dentista dr. Jorge. Ainda tenho em minhas lembranças o seu consultório...
No início da década de 1990, Jorginho se uniu ao Nelson Bomilcar para caminhar na Comunidade Projeto Raízes, saindo do convívio comum daqueles que estavam na igreja metodista em Santo Amaro, dentre eles, eu. Naquele momento, a formação musical de nossa comunidade estava toda firmada naquilo que o Jorginho havia deixado, ou seja, música de qualidade e composições tocantes, verdadeiros salmos vindos do Jorge Rehder, do Camargo, Bomilcar, Kerr, Pimenta, entre outros.
Aliás, Vencedores por Cristo sempre foi audição obrigatória em minha família, principalmente com o meu tio Maurinho, grande amigo do Jorginho e assim foi até a ida do meu tio para o Pai, no ano 2000.
Ainda tive contatos na minha adolescência, como um memorável acampamento de adolescentes da metodista em que o Jorginho foi um dos preletores por volta de 1998, além de visitas exporádicas ao Raízes.
Em 2002, meu grupo de TCC da faculdade era formado por cristãos e o tema do nosso trabalho foi música cristã e, pela aproximação, pegamos diversos depoimentos do Jorginho sobre o andamento da música cristã naquela época, que por sinal, já estava entregue ao mercado fonográfico e pouca coisa se salvava para os ouvintes que amavam música e Cristo.
Em 2003, me casei com a Dani, que é sobrinha de consideração do Jorginho. As meninas dele cresceram juntas com a minha esposa e minha cunhada e, a partir desse momento, sempre me encontrei com ele nas reuniões familiares da minha esposa. Assim, pude conhecer simplesmente o Jorge. Jorge da família, com todas as qualidades e defeitos, como qualquer um. Jorge humano, Jorge pai, Jorge pastor, Jorge mestre, Jorge piadista, Jorge sério.
São muitas memórias. Te vejo, poeta...
Jorge Rehder. Jorginho. Doutor Jorge. Jorge. Posso dizer que conheci um pouco de todas essas denominações dadas a ele. O compositor, o ministro de louvor na comunidade local, o dentista e o marido da Marilda, pai da Carol e da Marina que foram companheiras minhas de escola dominical. Mais tarde, seria o tio de consideração da minha esposa.
Mas para mim, era o Jorginho. Jorginho porque foi como todos chamavam aquele ministro de louvor da igreja metodista em Santo Amaro, local onde cresci e o vi tocar e cantar, junto com os diversos grupos liderados por ele em nossa comunidade.
No início da década de 1990, Jorginho se uniu ao Nelson Bomilcar para caminhar na Comunidade Projeto Raízes, saindo do convívio comum daqueles que estavam na igreja metodista em Santo Amaro, dentre eles, eu. Naquele momento, a formação musical de nossa comunidade estava toda firmada naquilo que o Jorginho havia deixado, ou seja, música de qualidade e composições tocantes, verdadeiros salmos vindos do Jorge Rehder, do Camargo, Bomilcar, Kerr, Pimenta, entre outros.
Aliás, Vencedores por Cristo sempre foi audição obrigatória em minha família, principalmente com o meu tio Maurinho, grande amigo do Jorginho e assim foi até a ida do meu tio para o Pai, no ano 2000.
Ainda tive contatos na minha adolescência, como um memorável acampamento de adolescentes da metodista em que o Jorginho foi um dos preletores por volta de 1998, além de visitas exporádicas ao Raízes.
Em 2002, meu grupo de TCC da faculdade era formado por cristãos e o tema do nosso trabalho foi música cristã e, pela aproximação, pegamos diversos depoimentos do Jorginho sobre o andamento da música cristã naquela época, que por sinal, já estava entregue ao mercado fonográfico e pouca coisa se salvava para os ouvintes que amavam música e Cristo.
Em 2003, me casei com a Dani, que é sobrinha de consideração do Jorginho. As meninas dele cresceram juntas com a minha esposa e minha cunhada e, a partir desse momento, sempre me encontrei com ele nas reuniões familiares da minha esposa. Assim, pude conhecer simplesmente o Jorge. Jorge da família, com todas as qualidades e defeitos, como qualquer um. Jorge humano, Jorge pai, Jorge pastor, Jorge mestre, Jorge piadista, Jorge sério.
São muitas memórias. Te vejo, poeta...
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Lembranças com muito carinho
Hoje, dia 6 de novembro de 2009, se ainda estivesse em nosso mundo, minha avó Esther completaria 81 anos de idade. E não escrevo esse texto para expressar um sentimento saudoso corroido, penoso. Não, esse texto é uma afirmação da alegria de ter tido uma avó tão doce, tão sincera, tão amiga, tão zelosa, tão carismática e muitos outros adjetivos que fariam uma lista imensa!
Não havia quem não simpatizasse com aquela senhora alegre e falante, boa de papo, que conversava com todos os vizinhos, inclusive com aquela japonesinha quietinha que morava do lado da D. Ilda. Sempre prestativa e servil, não media esforços para visitar os doentes de nossa comunidade. Ela e sua inseparável e amável amiga D. Nena. Ou para mim, tia Nena.
Quando íamos ao nosso apartamento na Praia Grande, sua marca era fazer chá mate gelado para toda a família, inclusive para matar a nossa sede em meio aos momentos salgados que estávamos nas praias.
Fora as comidinhas... de tempos em tempos éramos presenteados com sua casquinha de siri que até os meus 14 anos eu insistia em dizer que não gostava, mas depois que eu aprendi a gostar.... hmmmm...
Teria muito mais pra escrever da minha vózinha, foram 7 anos morando com ela até ela partir para a glória. Uma coisa eu sei: será muito bom reencontrá-la um dia...
Não havia quem não simpatizasse com aquela senhora alegre e falante, boa de papo, que conversava com todos os vizinhos, inclusive com aquela japonesinha quietinha que morava do lado da D. Ilda. Sempre prestativa e servil, não media esforços para visitar os doentes de nossa comunidade. Ela e sua inseparável e amável amiga D. Nena. Ou para mim, tia Nena.
Quando íamos ao nosso apartamento na Praia Grande, sua marca era fazer chá mate gelado para toda a família, inclusive para matar a nossa sede em meio aos momentos salgados que estávamos nas praias.
Fora as comidinhas... de tempos em tempos éramos presenteados com sua casquinha de siri que até os meus 14 anos eu insistia em dizer que não gostava, mas depois que eu aprendi a gostar.... hmmmm...
Teria muito mais pra escrever da minha vózinha, foram 7 anos morando com ela até ela partir para a glória. Uma coisa eu sei: será muito bom reencontrá-la um dia...
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Café com graça

Domingo, por volta das 4 da tarde, sinto o cheiro de café na casa dos meus queridos sogros. Eba! Hora de parar tudo (não que eu esteja fazendo algo de útil, talvez uma soneca, ou um jogo na tevê) e sentar com o meu sogro, minha esposa, às vezes, a sogra, a cunhada... as xícaras já estão na mesa. Bolo de cenoura, biscoitos e... conversa!
Se tem uma coisa que eu gosto nessa vida é conduzi-la de forma lenta, aproveitando pequenas coisas, dentre elas um Café com Graça! Desculpe a apropriação do programa que o Caio Fábio criou e que deu origem ao Caminho da Graça, mas não tenho outro nome para dar a esses momentos que falamos das maravilhas de Deus e de sua graça surpreendente em nossas vidas!
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Língua azul

-Papai, eu também quero a língua azul!
-E ficar com a língua azul é legal?
-É! Óó!
Quanto mais eu vejo as crianças mais eu entendo o que Jesus quis dizer com "a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus". Ora, pregar o próprio Jesus para outros é querer ter a língua azul como a minha filha e o seu amiguinho! É dizer que Ele é legal simplesmente porque me faz felizmente "azul".
É não ter medo de usar a língua para expor o azul. Olha aqui como ficou! Ou: olha, hoje sou dessa forma, porque fui transformado e moldado por um cara chamado Jesus, que você não vê, então você vai ter que vê-lo através de mim!
Anúnciar a Cristo é expôr algo como se tivéssemos a língua azul. Aos olhos humanos, um Cristo (messias) que se vê pela fé é como ter orgulho de uma língua azul. Pode parecer até ridículo, estranho, esquisito mas, quando nos tornamos como crianças, nós amamos!
Pinte a língua, torne-se como criança e ame!
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